10 de abr de 2007

O texto e escrita na Internet: o que muda no leitor?

Com todas as mudanças ocorridas nos nossos comportamentos, advindas do
avanço das Tecnologias da Informação e Comunicação é impossível que a escola
continue com o paradigma tradicional da transmissão oral, do giz e quadro-negro. A
convivência com as tecnologias hipertextuais apresenta-nos o novo paradigma
tecnológico que liberta o usuário da lógica de distribuição, própria do sistema massmédiapara a lógica da junção da emissão-recepção hibridizando a comunicação.
Nesta lógica, na Internet o leitor deixa de ser o receptor de informações ao
atribuir significados e dar sentido ao construir conhecimento no novo padrão dos
serviços disponibilizados na chamada segunda bolha, a web 2.0.

É com a web 2.0 que a escrita ganha novo víeis da instantaneidade ampliando sobremaneira a disponiblização,disseminação da informação como fonte basilar para as construções coletivas do conhecimento. É chegada a vez do novo leitor-autor que deixa de ser mero receptor e passa a um leitor-ativo, tranformador da mensagem, o emissor-receptor. “Ler é mergulhar nas malhas da rede, é perder-se, é libertar-se, na medida em que a linearidade dá lugar ao hipertextual1, ao móvel e flexível” (RAMAL, 2002).
E esta função é alternada quando completada o processo de criação do seu próprio
conhecimento. Neste caso, o emissor se confunde com o receptor. Segundo Chartier o
texto é difundido a partir da escrita do autor, sem mediações, sem intermediários.

Neste formato o leitor é o hiperinternauta, um hiperleitor produtor do seu caminho e
responsável pela inteligência coletiva. Uma inteligência pensada por Lèvy ao afirmar que na cibercultura o saber não é único, pois ninguém sabe tudo. O saber esta em toda
parte.

Um comentário:

Sidiney disse...

Oi.

Li algo no estadão, não lembro o nome, uma notícia que leitores Web, tem mais atenção e criticidade do que leitores dos meios estabelecidos como convencionais (papel).

Muito interessante seu Blog.

http://linuxnaescola.blogspot.com