8 de nov de 2007

Celular na Escola: dilemas

Lendo no jornal A tarde ( 4/11/2007 pag 12) a matéria intitulada celular na escola gera debate gerou em mim momento reflexivo e registrar aqui é uma maneira de compartilhar idéias sobre o tema. Vejamos:

O avanço da tecnologia móvel tem garantido transformações comportamentais nas relações pessoais e sociais dos sujeitos. Isto é fato. Mas, é fato também a necessidade de normativa e ética para preservação dos direitos possibilitadores de boa convivencia, inclusive entre os pares. Por que costumamos confundir autonomia com individualismo? será que ser autônomo é negar a existência do outro? Conseguimos (sobre)viver sozinhos?

O uso do celular de forma inadequada e em lugares totalmente inapropriado (dirigindo por exemplo) em reuniões sociais ou no trabalho a mais fortemente sentida é a sala de aula. Como tornar uma aula produtiva se as interrupções não só sonora, mas a quebra de ritmo e raciocinicio provocado pela atenção desvidada para a pessoa que atende o aparelho? Se a "pesca" esteve em desuso agora ela moderniza com o celular via "torpedo" e recebe o nome de "pesca eletronica". O uso dos celulares tem gerado transtornos entre alunos, professôres e direção independente do nível de ensino. Vale lembrar que não é apenas na educação básica, mas abrange a acadêmia também.

Estes são alguns dos inconvenientes. Segundo a reportagem, para ajudar a coibir tais abusos comportamentais, parlamentares legislam sobre a materia e aprovam leis. Leis que regula o uso do aparelho celular na escola já esta em vigor no Estado de São Paulo e Rio de Janeiro. Desde março/2007 estudantes das escolas italianas são proibidos de usar os celulares nas aula. Na Bahia está em tramitação um projeto na Assembleia Legislativa.

Será mesmo que é necessário este recurso para educar o homem? por que não podemos todos lembrar que como seres sociais e politicos este não precisa/deve ser o caminho? Questão de Educação e, educação doméstica.

Preciso con-viver e para isto não devo esquecer que somos seres coletivos, vivemos com o outro e para o outro, em nosso benificio. Apesar de singulares somos plurais como afirma Arandt (1981) "[....] a pluralidade é a condiçao da ação humana pelo fato de sermos todos os mesmos, isto é, humanos sem que ninguém seja exatamente igual a qualquer pessoa que tenha existido, exista ou venha a existir".

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